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Teoria do equilibrio competitivo aplicada ao futebol.



O futebol está de volta, com ele o público e a lotação nos estádios. Podemos observar como a liga norte americana (MLS) utiliza a teoria do equilíbrio competitivo para maximizar a renda da competição através da incerteza. E conhecendo esse modelo, aplicar algo ao nosso futebol. Vamos dar continuidade, nesse artigo, sobre a série "O que vai fazer a bola rolar em 2014 ?"

Você já participou de uma pelada, onde o time mais forte tem que ser mesclado após uma sequência de vitorias ? Então você já sabe do o que trata a teoria do equilíbrio competitivo. 

Basicamente a teoria prova que o interesse dos espectadores e, portanto, a renda gerada, são proporcionais à incerteza pelo resultado, e essa incerteza é maior quanto mais igualdade entre os times da competição. A reguladora da competição (MLS - Major League Soccer) utiliza mecanismos regulamentares que tendem a igualar os times. Alguns mecanismos são:

  1. O Draft. Tem relação com a política de contratação usada pelos clubes, aqueles com piores resultados podem ser favorecidos na próxima temporada. Esse benefício está ligado a contratação dos jogadores de base, prestes a serem alçados ao futebol profissional, eles são classificados por ordem de qualidade ou preferências. O primeiro a escolher é o ultimo classificado na temporada anterior e o campeão é o ultimo a poder contratar os novos jogadores.
  2. O limite salarial. Os clubes mais fortes economicamente, tem limitado o total de salários que podem pagar aos jogadores. Dessa maneira é colocado um freio a situações como contratação entre clubes ou à inflação de salários.
  3. Igualdade na participação na renda. Muitos dos direitos, como o de televisão, são administrados pela MLS e coletivizados. 

Sabemos que o campeonato brasileiro é altamente competitivo, e isso foi comprovado através do índice Herfindahl-Hirschma pelo professor Cristiano Machado Costa na página do G1.


Até a copa do mundo, estarei fazendo um comparativo da gestão do futebol através da visão de Ferran Soriano, vice-presidente econômico do FC Barcelona entre 2003 e 2008. Até o próximo onde vamos analisar outros pontos da gestão do futebol.

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